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10/08/2017 Diretores destacam prioridades da cooperativa
Pela primeira vez, tanto Marinho Augusto Brasileiro Neto, vice-presidente, quanto Clayton Carvalho Silveira, Diretor Industrial, fazem parte de uma diretoria executiva da cooperativa. Em apenas 120 dias de gestão, eles comentam sobre sua experiência e expectativas, após mais uma demonstração de apoio dos cooperados, na última Assembleia Geral Extraordinária, realizada em 11 de julho passado.
Para o vice-presidente Marinho, a renovação das lideranças dentro da cooperativa – e do cooperativismo de forma geral – é importante. “Afinal, a vida inteira a gente mexe com a cooperativa. Meu pai foi cooperado por 56 anos”. O Diretor Industrial Clayton tem a mesma opinião, lembrando do avô, João Leandro, foi um dos fundadores da CASMIL e o pai, “Zé Branco”, foi cooperado por muito tempo. Nada mais natural que pessoas comprometidas com a história da empresa chegassem, um dia, aos cargos de liderança.
“Aqui existe uma boa-vontade entre os diretores, que se ajudam uns aos outros. Existe harmonia nessa diretoria e uma importante troca de experiências. O Leonardo Medeiros tem experiência e nós entramos com a força da renovação” – analisa Clayton.
O Brasil atravessa um momento difícil de sua história, com 13 milhões de desempregados o mercado consumidor está em grande baixa. Nesse cenário, os diretores avaliam as dificuldades atuais para que a cooperativa ‘decole’.
“Sem dúvida seria necessário maior apoio político para as cooperativas, afinal produzimos o alimento que vai para a mesa do brasileiro. É preciso uma política que garanta preço mínimo de mercado. Seja produzindo grãos, seja produzindo carne, leite, o produtor brasileiro não sabe o quanto vai receber. Todos os riscos ficam com ele” – diz Marinho.
O vice-presidente ainda aponta o fato de estarmos em plena seca e, mesmo assim, o mercado aponta para uma queda no preço do produto, por causa da importação de leite do Mercosul, falta de poder de compra do povo, entre outras coisas. Reagindo a isso, a diretoria vem buscando caminhos. Conforme explicou o Diretor de Indústria, algumas prioridades foram estabelecidas: “aumentar a captação de leite, o que conseguimos em mais de 40%. Aumentamos também a produção da indústria de laticínios, os produtos Milklar”. 
Dentro dessa política, Clayton revelou, ainda, que pelo menos mais dois derivados já estão em fase de testes: o requeijão em barra e a ricota temperada.
Mas existem desafios a superar. Um deles é o fato de Minas Gerais colocar uma carga tributária – o ICMS – de 12% sobre o leite cru vendido a outro Estado. “ Isso prejudica muito,  pois tira a competitividade das cooperativas localizada na fronteira de São Paulo, como é o caso da CASMIL” – observa Marinho - “A CASMIL é forte. Aguentou muitas pancadas, principalmente desde 2007, mas continua como referência na região.
Ela é muito importante para o produtor de Passos e região, que aqui dentro tem apoio técnico, tem facilidade na compra de produtos, ração Radar e tem crédito, com a conta-leite” – analisa Marinho – “E é importante para a cidade, porque gera centenas de empregos diretos, sem falar dos empregos da cadeia produtiva”.
Para o vice-presidente e o diretor de Indústria, tem sido fundamental o apoio dos cooperados, tanto na eleição quanto mais recentemente, na A.G.E  (leia matéria neste Informativo), para superar os desafios desse tempo de crise nacional. 
Uma questão importante, a venda do imóvel localizado na capital paulista, foi um dos pontos tratados na A.G.E: “A venda desse imóvel é fundamental, porque esse recurso dará um fluxo de caixa à CASMIL, reduzindo também nosso custo financeiro. Se aparecer um interessado, a diretoria tem que estar pronta para negociar” – explica Marinho.
Clayton concorda que o grande desafio é a capitalização da cooperativa e a venda desse imóvel vai proporcionar uma receita excepcional. Enquanto isso, vai trabalhando para manter a qualidade na indústria, seja quanto ao leite que vai para a parceira, no Estado de São Paulo, que elogia a qualidade do leite, que jamais teve uma carga recusada por estar fora do padrão; bem como dos produtos Milklar. “Estamos sempre atendendo às orientações dos órgãos de fiscalização, sempre mantendo a indústria em dia para garantir o melhor para nossos consumidores” – finaliza. 
Presente no campo, na cidade, na vida do produtor.
Casmil, juntos somos mais fortes!